Porque uma é pouco! Porque umas 1000 é capaz de ser demais. Aqui passarão a figurar as muitas existências de mim mesma. As muitas vivências de mim para mim mesma.

11
Fev 10

Se há coisas que me causam uma urticária daquelas de todo o tamanho é ouvir algumas colegas dizerem: "ah e tal já não é como era antes, mas se não for com ele tenho medo de viver na solidão..."

Ah e tal é óbvio que a solidão não tem nada a ver com isso! Não é por não termos o tal "alguém" que ficamos mais sós, do que aquilo que estamos quando o temos. Claro que é bom ter aquele alguém que nos aquece não só os pés, mas sobretudo o coração. No entanto, se já não faz sentido estar-se junto, porque é que se escolhe o caminho mais fácil da convivência simples e não o caminho mais difícil da busca da felicidade! Ela não está ali na esquina, se calhar não está em nenhuma esquina do nosso quarteirão... Poderá até estar do outro lado do mundo, mas se não arriscamos a partir.... caimos no erro de passar uma vida a viver uma ilusão que criamos em relação à pessoa com quem estamos. E isso é nada mais nada menos do que enganarmo-nos a nós mesmos! Magoarmo-nos, irremediavelmente! Ferirmo-nos mortalmente!

 

Tudo isto quando têm muito menos do que a idade de se comprometerem para uma vida inteira! E depois, em vez de buscarem a felicidade, ligam-me a dizer que vão dar o nó e irão ser eternamente felizes!! Como? Se nem agora o são? Não percebo, mesmo...

publicado por M.M. às 21:38

"Amor é um não-sei-quê, que surge não sei de onde, e acaba não sei como."

publicado por M.M. às 18:30

10
Fev 10

Uma pessoa é importante para mim quando me fala com o coração!

Quando me fala olhos nos olhos!

Quando fala do que leu e viveu!

Quando me fala do que eu não sei!

Quando ri e me faz rir! 

Quando me trata com carinho e respeito!

publicado por M.M. às 23:45

09
Fev 10

Já liguei só para ouvir uma voz!

publicado por M.M. às 22:22

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
 
O que quero é fazer o elogio do amor puro.
 
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
 
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
 
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
 
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
 
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
 
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A iluo é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
 
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
E só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
 
Miguel Esteves Cardoso
publicado por M.M. às 18:41

 

«Estou a olhar pela janela....

... em direcção à tua casa!

Depois da chuva....

Por cima da tua casa

ficaram as nuvens cor-de-rosa.

Deve ser por tu teres chegado»

publicado por M.M. às 18:00

«Todo o mundo é despachado

à excepção de ti!»

publicado por M.M. às 00:19

08
Fev 10

 

Amanhã ou não amanhã, eis a questão!

publicado por M.M. às 21:00

06
Fev 10

 

Há dias em que me sinto pasma =)

Ontém foi um deles!

Hoje também...

publicado por M.M. às 23:31

A minha primeira imagem da cidade foi de desilusão, aquela Paris que tinha na minha cabeça não existiria? Na manhã seguinte acordei com a alma lavada e espreitei à janela o céu carregado e o chão cheio de neve... saí finalmente de casa e a imagem da cidade suja, desorganizada, (até) violenta que tinha tido na noite anterior desapareceu! Afinal Paris estava ali, pronta a ser descoberta. E sim, agora posso dizê-lo, fascinou-me!

 

Agora, alguns dias depois do meu regresso guardo na memória a beleza de Notre Dame, as cores vivas do Bairro Latino, a omnipresença da Tour Eiffel, a cidade vista do Sena, os finais de tarde frios ao sol. Longe da imagem que havia criado! Ei-la!

 

 

 

 

 

Foram belos dias de descanso! Passeio! Risos!

publicado por M.M. às 15:16
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Declarações de amor no perfil do hi5 e ainda por cima num português medonho!

Lamento destroçar corações, mas uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa! Estão a ver a diferença, não estão?

publicado por M.M. às 15:08

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