Porque uma é pouco! Porque umas 1000 é capaz de ser demais. Aqui passarão a figurar as muitas existências de mim mesma. As muitas vivências de mim para mim mesma.

20
Mar 09

«Já se conheceram e surge o momento do primeiro encontro a dois. O típico jantar. O homem convida. A mulher aceita.



 

 

Este convite convém não ser feito em cima da hora, porque se o for, o homem arrisca-se a levar um não. Nós mulheres não apreciamos, de todo, convites de última hora. Faz-nos sempre lembrar que fomos a última opção, o fim da lista. Ele tentou tudo, mas como não conseguiu, convida-nos para salvar a sua noite. Não pode ser, meninos.

O restaurante. Pois, o restaurante. Chineses e Japoneses, já estamos nós fartas. Restaurantes com televisões de écran plasma a exibirem o jogo do Benfica com o Naval Primeiro de Maio, estão completamente proibidos. Da mesma forma que estão proibidos os restaurantes de rodízios, e todos aqueles enfarta-brutos, por muitas razões... Mas, sobretudo, porque temos de nos levantar para nos servirmos. Nós não gostamos. Sabemos que os rapazes nos tiram as medidas nessa altura. E nós, já nervosas, ficamos ainda mais nervosas.

Portanto, convém ser um restaurante calmo, daqueles onde temos quase a certeza de que não vão estar trinta pessoas num jantar da empresa, aos berros. Com uma luz discreta. Uns pratos deliciosos. Uma boa carta de vinhos. Um bom atendimento. E que vocês já conheçam na perfeição, para que nos possam aconselhar alguma coisa. Fica sempre bem.

Durante o jantar, por favor, não se ponham a falar das desgraças da vossa vida. Nós não saímos convosco para chegarmos a casa deprimidas. Falemos de coisas agradáveis e leves. Um filme que se viu. Um livro que se gostou. Uma viagem mais marcante. Falemos de nós, mas sem falarmos demasiado. O resto virá sempre por acréscimo.

Não abordei aqui o facto de o rapaz nos ir buscar a casa e nos abrir a porta do carro, porque, pelo menos para mim, isso está fora de questão. Não gosto particularmente que me façam isso. Quer dizer, eu gosto que me abram a porta do carro. Mas não que me venham buscar e trazer a casa. Pelo menos nos primeiros encontros. Como mulher independente que sou, agarro no carro e vou ter ao restaurante. Meninas, acreditem, é muito melhor assim. Aprendam comigo. É que se a coisa correr mal, eles nunca chegam a saber onde moramos. E, no final, não temos de estar ali com despedidas patéticas enquanto eles ficam à espera, tal e qual cachorrinhos abandonados, que os convidemos para subir. Não, nada disso. Esse tempo já lá vai.»

Pescado aqui.

publicado por M.M. às 22:05

I don't love you anymore. Goodbye.

 

Há dias em que acordamos para a vida real, não para a vida dos contos de fadas. Há dias em que acordamos e pensamos que há coisas que não fazem sentido na nossa vida. Há dias em que nos libertamos das amarras que nos prendem aos impossiveis da nossa vida. 

 

Hoje foi um desses dias. E ainda bem...

 

P.S. Estação terminal! Daqui para a frente não há mais trilho possivel.

publicado por M.M. às 21:54

Março 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


subscrever feeds
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

17 seguidores

pesquisar neste blog
 
blogs SAPO