Porque uma é pouco! Porque umas 1000 é capaz de ser demais. Aqui passarão a figurar as muitas existências de mim mesma. As muitas vivências de mim para mim mesma.

09
Fev 10

Já liguei só para ouvir uma voz!

publicado por M.M. às 22:22

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
 
O que quero é fazer o elogio do amor puro.
 
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
 
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
 
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
 
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
 
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
 
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A iluo é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
 
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
E só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
 
Miguel Esteves Cardoso
publicado por M.M. às 18:41

08
Fev 10

 

Amanhã ou não amanhã, eis a questão!


06
Fev 10

 

Há dias em que me sinto pasma =)

Ontém foi um deles!

Hoje também...

publicado por M.M. às 23:31

A minha primeira imagem da cidade foi de desilusão, aquela Paris que tinha na minha cabeça não existiria? Na manhã seguinte acordei com a alma lavada e espreitei à janela o céu carregado e o chão cheio de neve... saí finalmente de casa e a imagem da cidade suja, desorganizada, (até) violenta que tinha tido na noite anterior desapareceu! Afinal Paris estava ali, pronta a ser descoberta. E sim, agora posso dizê-lo, fascinou-me!

 

Agora, alguns dias depois do meu regresso guardo na memória a beleza de Notre Dame, as cores vivas do Bairro Latino, a omnipresença da Tour Eiffel, a cidade vista do Sena, os finais de tarde frios ao sol. Longe da imagem que havia criado! Ei-la!

 

 

 

 

 

Foram belos dias de descanso! Passeio! Risos!

publicado por M.M. às 15:16
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Declarações de amor no perfil do hi5 e ainda por cima num português medonho!

Lamento destroçar corações, mas uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa! Estão a ver a diferença, não estão?

publicado por M.M. às 15:08

29
Jan 10

 


Com um leve friozinho na barriga

Mas

Com um sorriso de orelha a orelha

publicado por M.M. às 12:00
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28
Jan 10

(by you-can-fly) 

Daqui.

publicado por M.M. às 22:10

 

 

"Não tenhas medo de caras feias!"

publicado por M.M. às 20:37

27
Jan 10

publicado por M.M. às 22:41

23
Jan 10

Aqueles em que se pedia em namoro.

Aqueles em que se escreviam cartas de amor.

Aqueles dos beijos apaixonados à janela!


20
Jan 10

banheira-sapato

 

Hoje foi dia de chegar a casa

E em vez de correr para o computador

Corri para o banho.

 

E que bem me soube!

Usar todos aqueles frascos daquela prateleira

E usar do tempo que não tenho tido ultimamente.

 

Sinto-me renovada!


18
Jan 10

Hoje a conversa acabou em guarda-costas!

...logo hoje que já tinha apanhado um trauma...

Porque alguém insistiu que eu precisava de ajuda

Quando não precisava!

 

Lá andei eu a tratar de umas coisitas

Com "a" apêndice atrás!


De génio e de louco, todos sabemos que temos um pouco! Mas Oscar Wilde tinha tanto de génio como de louco e aquilo que escreve é capaz de nos transformar!

 

Antes de mais, uma confissão.... estou apaixonada pela sua poesia!!!!

 

Escolho meus amigos

Não pela pele ou outro arquétipo qualquer,

Mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador 

E tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito

Nem os maus de hábitos.

 

Fico com aqueles que fazem de mim

Louco e santo.

  

Deles não quero resposta,

Quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias 

E aguentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco.

 

Quero os santos,

Para que não duvidem das diferenças 

E peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada 

E pela cara exposta.

 

Não quero só o ombro e o colo,

Quero também sua maior alegria.

 

Amigo que não ri junto,

Não sabe sofrer junto.

 

Meus amigos são todos assim:

Metade bobeira,

Metade seriedade.

Não quero risos previsíveis,

Nem choros piedosos.

Quero amigos sérios,

Daqueles que fazem da realidade

Sua fonte de aprendizagem,

Mas lutam para que a fantasia não desapareça.

 

Não quero amigos adultos nem chatos.

Quero-os metade infância 

E outra metade velhice!

Crianças,

Para que não esqueçam o valor do vento no rosto; 

E velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.

Pois os vendo loucos e santos,

Bobos e sérios,

Crianças e velhos,

Nunca me esquecerei de que "normalidade" 

É uma ilusão imbecil e estéril. 

 

(atenção tradução em português do Brasil)


17
Jan 10

 

....que permanecem no tempo e jamais se apagam!


Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas, e é dever da mulher pisá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para jantar.


É engraçado como há pessoas que, ainda que tenham 30 anos continuam a achar que "beber" é beber shots e conhecer miúdas/os, subir para cima de uma coluna e chamar a atenção de toda a pista de dança.

 

 

Para mim "beber" tem mais a ver com a companhia, se forem amigos tanto melhor e ficar até às tantas a conversar sobre o tudo e o nada da vida, que por ser um intervalo tão curto entre o nascimento e morte, precisa de ser vivida com intensidade!

 

Por isso cada vez mais gosto de beber um bom vinho, numa excelente companhia e deitar conversa fora. Que tal um brinde à amizade?


14
Jan 10

Detesto não ter nada mais para dizer

Do que um seco "olá".

 

Mas adoro parar para dizer esse "olá"

E poder olhá-lo nos olhos


 

Vou
uma vez mais
correr atrás
de todo o meu tempo perdido
quem sabe, está guardado
num relógio escondido por quem
nem avalia o tempo que tem

 

p.s. Mais uma música de encantar de um dos meus compositores preferidos!

publicado por M.M. às 08:52

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